10 Fev

2016

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Há alguns anos, Stanley Kubrick e Steven Spielberg impactaram os amantes do cinema com um filme chamado Inteligência Artificial - uma ficção científica que contava a história de um robô que queria tornar-se humano. Ele podia rir e chorar, mas queria sentir alegria e tristeza, ele podia ouvir e avaliar ordens, mas no fundo, o que ele mais queria era amar e ser amado. Esse filme é, na verdade, uma grande crítica à nossa cultura “high tec e low touch” que supervaloriza o desenvolvimento tecnológico ao invés do nosso desenvolvimento humano. Em outras palavras, temos perdido a capacidade de nos relacionarmos bem uns com os outros, seja no ambiente familiar, social ou profissional. 

Na carta de Paulo aos Efésios encontramos uma grande preocupação do apóstolo quanto a maneira como os discípulos de Cristo deviam relacionar-se. Em seu entendimento, fé que não desemboca em transformação das relações humanas não é fé cristã, não é espiritualidade baseada no exemplo de Cristo. Neste sentido, Paulo os exortou a não viverem mais como viviam os gentios (pessoas desprovidas de qualquer tipo de contato com o Deus verdadeiro). Ou seja, na inutilidade de seus pensamentos (4:17), na dureza de seus corações (4:18), na perda da sensibilidade (4:19) e na avidez para cometer impurezas (4:19). Disposições essas que acabaram gerando um paradigma relacional arrogante, superficial, utilitarista e repleto de hedonismo. 

Em seguida, Paulo apresentou um novo paradigma baseado na pessoa de Cristo. Ele consistia na incorporação de sete princípios: o princípio da verdade, o princípio da contenção da ira, o princípio da preservação da honra alheia, o princípio da comunicação graciosa, o princípio da submissão ao Espírito, o princípio da bondade e o princípio do perdão. Esses princípios são capazes de resgatar nossa humanidade e revolucionar os relacionamentos nos quais estamos inseridos. 

Diante das palavras de Paulo precisamos responder a uma pergunta urgente: Quem tem influenciado a maneira de nos relacionamos uns com os outros? Segundo o autor bíblico só existem duas respostas possíveis para esta questão: Ou somos influenciados pelo paradigma cultural ou pelo paradigma cristão. Todos aqueles que se deixam orientar pelo paradigma cultural assumem total responsabilidade pelo sucesso em suas relações. Por outro lado, aqueles que se humilham diante de Deus e se permitem orientar pelos princípios dele contam com a bênção do Todo-Poderoso e com os seus suprimentos para poderem se relacionar com inteligência e amor com todos os que estão ao seu redor.